Simulação do impacto acústico do viaduto do Minhocão em São Paulo

Com este novo post a Bracustica começa a publicar os resultados do Estudo Acústico do Viaduto do MInhocão na cidade de São Paulo.

O minhocão foi idealizado pelo prefeito José Vicente Faria Lima como uma forma de descongestionar o trânsito da Rua Amaral Gurgel e Avenida General Olimpo da Silveira  através de uma via expressa paralela (elevada) com idêntico percurso das ruas, porem sua construção foi adiada varias vezes devido ao enorme impacto sobre a região e a oposição dos moradores e não foi inaugurado ate ano 1970 pelo prefeito Paulo Maluf.

O viaduto, que tem mais de 40 anos de polêmica, tem um comprimento de 3400 metros, 6 faixas é chega a passar a cinco metros dos prédios residenciais com um trafego diário de entre 80.000 e 120.000 veículos diários, o que há produzido uma degradação da vizinhança  e uma desvalorização dos imóveis próximos por conta da poluição do ar a poluição sonora e degradação urbana.

A reação popular devido estes fatos levou a que no 1976 o viaduto fosse interditado durante a noite para reduzir os níveis de ruído na região e favorecer o direito ao descanso dos moradores. Hoje o viaduto funciona de segunda a sábado entre 6.30 da manha e 21.30 da noite e os domingos sua superfície vira espaço de lazer.

 

Desde o mandato da Prefeita Luiza Erundina (1989-1992) se começou a falar de sua demolição que não foi produzida ate hoje pela falta de alternativas que prejudicariam a mobilidade da cidade. No ano 2010 o prefeito Kassab divulgou um projeto de demolição porém fontes afirmam que isso não acontecera ate antes de 2025.

A Bracustica desenvolveu um estudo de mapeamento de ruído mediante simulações acústicas mostrando o impacto acústico nas proximidades do Minhocão que permite avaliar os níveis de ruído que inciden sobre as fachadas dos prédios do seu entorno.

Os estudos de mapeamento de ruído permitem simular o impacto acústico que gerado por fontes como industrias, trânsito, infraestruturas ferroviárias ou aeroportos. O impacto acústico e avaliado pelo nível de pressão sonora ponderado A (LAeq) em dB, mediante um código de cores. Estes estudos de ruído permitem avaliar o numero de pessoas afetadas pela contaminação acústica, assim como simular os benefícios que produziriam diferentes ações mitigadoras que poderiam ser implantadas avaliando a relação custo-beneficio.

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O resultado do mapeamento revela uns níveis de ruído superiores a 75 dBA em quase todas as fachadas o que supera amplamente o valor de 55 dBA recomendado pela Organização Mundial da Saúde para ambientes exteriores.

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A norma brasileira NBR 10051 Avaliação de ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade, fixa um níveis máximos de ruído durante o dia de 55 dBA para áreas residenciais e de 60 dBA para áreas com vocação comercial e administrativa, valores que também não são atendidos para o caso do minhocão. Se considerarmos um isolamento acústico típico de uma fachada entre 20 e 25 dBA, significaria que os vizinhos do Minhocão estariam sofrendo uns níveis de ruído no interior da suas residências superiores a 55 dBA em quanto os níveis de ruído recomendados pela OMS são de 30 dBA para ambientes internos.

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O mapeamento acústico mediante siulações acústicas e uma ferramenta fundamental no planejamento urbano sustentável que consegue avaliar preditivamente o impacto acústico gerado por modificações urbanísticas e planejar as ações mitigadoras se for necessárias, permitindo escolher as alternativas de menor impacto.

 

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