Matéria sobre barreiras acústicas no portal AEC Web

Barreiras acústicas reduzem ruídos em regiões vizinhas a vias de fluxo intenso

Solução possui projeto complexo, que considera além das variáveis acústicas, questões arquitetônicas, ambientais e até sociais.

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As barreiras acústicas são um recurso ainda pouco explorado no Brasil, mas bastante empregado em países da Europa, nos Estados Unidos e no Japão com o objetivo de diminuir os impactos da poluição sonora em regiões urbanas próximas a rodovias ou ferrovias. O sistema, erguido entre a via de tráfego e as edificações vizinhas, atua como um obstáculo físico que contribui para reduzir os ruídos que chegam ao receptor. Sua implementação encontra justificativa na necessidade de proteger os moradores dessas áreas dos efeitos danosos da exposição ao barulho excessivo.

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Barreiras acústicas

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Testes de desempenho de barreiras acústicas em Cidaut (Valladolid – Espanha)

Entende-se por barreiras acústicas qualquer obstáculo à propagação do som entre uma fonte e um receptor.

As barreiras acústicas são elementos físicos instalados nas proximidades das fontes de ruído (rodovia, ferrovia, indústria e equipamentos) ou dos receptores (edificações, postos de trabalho) com o objetivo de proteger aos usuários, moradores ou população em geral do ruído gerado por elas.

Uma barreira acústica atenua a propagação do som através dela por suas propriedades de isolamento acústico mais não pode evitar que som se propague por cima dela o por seus laterais pelo fenômeno da difração, assim um parâmetro básico de seu dimensionamento é a altura. Alem disso, as barreiras podem ser elementos acusticamente refletivos de forma que protejam os receptores localizados atrás dela é prejudicando os que se encontram na frente. Por consta disso devem ser consideradas as propriedades de absorção acústica da barreira.

TIPOLOGIAS DE BARREIRAS ACÚSTICAS

Existem no mercado inúmeras tipologias de barreiras acústicas, sendo as mais destacadas:

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Barreiras de concreto

Barreiras acústicas de concreto:

São das mais utilizadas por seu baixo custo e estabilidade estrutural. Possuem um grau de absorção acústica limitada e sua principal desvantagem é seu elevado peso.

 

Barreiras acústicas metálicas

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Barreiras acústicas metálicas

Podem ser de aço ou de alumínio e são utilizadas nos locais onde o peso é determinante (viadutos, passos elevados, grandes alturas). Geralmente são compostas de duas camadas finas, uma delas perfurada formando um painel que acostuma ser preenchido de material absorvente.

Barreira transparente

Barreira transparente

 

 

Barreiras acústicas transparentes de policarbonato ou vidro

Seu principal benefício é que permitem o passo da luz facilitando a sua integra ção na paisagem. Porem a transparência pode supor um perigo para os animais, especialmente as aves que podem impactar contra elas. Na possui características absorventes.

Barreiras acústicas de madeira e de elementos reciclados

É outro tipo de barreiras acústicas que se integram bem na paisagem e podem ter vantagens meio ambientais, porem podem ter menor desempenho acústico e resistência estrutural e seu preço e mais elevado.

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Barreira de madeira

Barreiras acústicas naturais

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Barreiras acústicas vegetais

São formadas por terra e plantas. Seu principal inconveniente é que geralmente

ocupam um grande espaço que não sempre esta disponível. Integram-se muito bem com a paisagem em meios rurais.

Existe a possibilidade de combinar barreiras artificiais com elementos naturais como plantas para reduzir seu impacto visual sobre a paisagem porem este tipo de barreiras precisa de uma maior manutenção para conservar um aspecto adequado.

Implantação das barreiras acústicas

No processo de implantação das barreiras acústicas são necessárias três etapas fundamentais:

Projeto

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Simulação acústica do desempenho de barreiras: Níveis sonoros no entorno da rodovias sem barreiras (esquerda) e com barreiras (direita).

Deve-se definir de forma adequada a localização, altura e materiais da barreira para assegurar a atenuação do som esperada. O dimensionamento deve ser realizado mediante técnicas de calculo adequadas. Com o estudo acústico mediante simulações acústicas pode-se conhecer, antes da instalação, o desempenho acústico da barreira de forma que poderemos dimensiona-lha adequadamente ao grau de proteção requerido evitando custosos sobredimensionamentos ou implantações que não atingem o desempenho esperado.

Alem do projeto acústico é importante considerar o adequado dimensionamento estrutural, o atendimento dos requisitos de segurança, assim como os condicionantes paisagísticos, urbanísticos e meio ambientais.

Instalação

Primeiramente, através de um controle do recebimento dos produtos, devemos nos assegurar que elementos envolvidos para a  barreira acústica atendam os requisitos de isolamento e absorção acústica, assim como os estruturais definidos no projeto.

Instalação de barreiras

Instalação de barreiras acústicasojeto.

Posteriormente se verificara que a barreira é instalada na localização exata para qual foi realizado o estudo acústico, já que uma pequena alteração da localização pode gerar grandes perdas de desempenho acústico sobre o esperado. Finalmente, devemos controlar que a barreira é instalada conforme as especificações do projeto, minimizando as frestas entre os elementos que compõem a barreira acústica assim como entre a barreira e o solo.

Avaliação do desempenho acústico

Depois da instalação da barreira e recomendável verificar o atendimento da atenuação pretendida. Esta avaliação pode ser feita através de medições acústicas do nível de pressão sonora nos receptores a serem protegidos ou mediante medições das perdas por inserção da barreira.

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Cartaz dos requisitos acústicos do Brasil

Aproveitando a publicação da NBR 15.575 Edificações habitacionais – Desempenho, realizamos este cartaz com uma recopilação dos requisitos acústicos das seguintes normas do Brasil para que possam baixa-lo é imprimi-lo e facilitar assim a consulta dos mesmos:

  • NBR 15.575:2013 Edificações habitacionais – Desempenho (Partes 1,3,4,5,6)
  • NBR 10151:2000 Acústica – Avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade – Procedimento
  • NBR 10152:1987 Acústica – Níveis de ruído para conforto acústico

Sabemos que faltam as trabalhistas!! Vamos providenciar!

Requisitos Brasileiros de acústica

Requisitos Brasileiros de acústica

Simulação do impacto acústico do viaduto do Minhocão em São Paulo

Com este novo post a Bracustica começa a publicar os resultados do Estudo Acústico do Viaduto do MInhocão na cidade de São Paulo.

O minhocão foi idealizado pelo prefeito José Vicente Faria Lima como uma forma de descongestionar o trânsito da Rua Amaral Gurgel e Avenida General Olimpo da Silveira  através de uma via expressa paralela (elevada) com idêntico percurso das ruas, porem sua construção foi adiada varias vezes devido ao enorme impacto sobre a região e a oposição dos moradores e não foi inaugurado ate ano 1970 pelo prefeito Paulo Maluf.

O viaduto, que tem mais de 40 anos de polêmica, tem um comprimento de 3400 metros, 6 faixas é chega a passar a cinco metros dos prédios residenciais com um trafego diário de entre 80.000 e 120.000 veículos diários, o que há produzido uma degradação da vizinhança  e uma desvalorização dos imóveis próximos por conta da poluição do ar a poluição sonora e degradação urbana.

A reação popular devido estes fatos levou a que no 1976 o viaduto fosse interditado durante a noite para reduzir os níveis de ruído na região e favorecer o direito ao descanso dos moradores. Hoje o viaduto funciona de segunda a sábado entre 6.30 da manha e 21.30 da noite e os domingos sua superfície vira espaço de lazer.

 

Desde o mandato da Prefeita Luiza Erundina (1989-1992) se começou a falar de sua demolição que não foi produzida ate hoje pela falta de alternativas que prejudicariam a mobilidade da cidade. No ano 2010 o prefeito Kassab divulgou um projeto de demolição porém fontes afirmam que isso não acontecera ate antes de 2025.

A Bracustica desenvolveu um estudo de mapeamento de ruído mediante simulações acústicas mostrando o impacto acústico nas proximidades do Minhocão que permite avaliar os níveis de ruído que inciden sobre as fachadas dos prédios do seu entorno.

Os estudos de mapeamento de ruído permitem simular o impacto acústico que gerado por fontes como industrias, trânsito, infraestruturas ferroviárias ou aeroportos. O impacto acústico e avaliado pelo nível de pressão sonora ponderado A (LAeq) em dB, mediante um código de cores. Estes estudos de ruído permitem avaliar o numero de pessoas afetadas pela contaminação acústica, assim como simular os benefícios que produziriam diferentes ações mitigadoras que poderiam ser implantadas avaliando a relação custo-beneficio.

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O resultado do mapeamento revela uns níveis de ruído superiores a 75 dBA em quase todas as fachadas o que supera amplamente o valor de 55 dBA recomendado pela Organização Mundial da Saúde para ambientes exteriores.

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A norma brasileira NBR 10051 Avaliação de ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade, fixa um níveis máximos de ruído durante o dia de 55 dBA para áreas residenciais e de 60 dBA para áreas com vocação comercial e administrativa, valores que também não são atendidos para o caso do minhocão. Se considerarmos um isolamento acústico típico de uma fachada entre 20 e 25 dBA, significaria que os vizinhos do Minhocão estariam sofrendo uns níveis de ruído no interior da suas residências superiores a 55 dBA em quanto os níveis de ruído recomendados pela OMS são de 30 dBA para ambientes internos.

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O mapeamento acústico mediante siulações acústicas e uma ferramenta fundamental no planejamento urbano sustentável que consegue avaliar preditivamente o impacto acústico gerado por modificações urbanísticas e planejar as ações mitigadoras se for necessárias, permitindo escolher as alternativas de menor impacto.